Pagar dívidas ou investir?

Descubra qual a melhor alternativa no seu caso

Se você está começando a se familiarizar com o mercado financeiro já deve ter tido o seguinte questionamento: devo quitar todas as dívidas antes de começar um investimento? O fato é que mais da metade das famílias brasileiras estão endividadas, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Neste caso, você não é o único com essa dúvida.

Para ir logo adiantando, depende muito do tipo de dívida que você tem. Isso porque algumas têm juros altos (mais de 10% ao mês) e não importa o investimento que você faça, não vai cobrir o que você está pagando atualmente. Neste caso: pague as dívidas primeiro.

Seguem exemplos de quando é necessário quitar a dívida primeiro: cheque especial em que os juros são mais de 10% ao mês; rotativo do cartão que também cobra mais de 10% de juros ao mês; os empréstimos bancários que têm juros de 7% a 10% ao mês; o empréstimo familiar também deve ser quitado, evita confusão na família; e a dívida com agiota nem se fala, além dos juros altíssimos, sua segurança está em risco. 

Porém, existem outras dívidas que os juros são menores e pode ser vantajoso mantê-las e criar uma reserva de dinheiro para investir posteriormente. Um exemplo disso é o empréstimo consignado e o financiamento de carro. Contudo, lembre-se que se livrar da dívida é uma prioridade, por isso, vale a pena se esforçar um pouco para pagar mais rápido.

Livre-se delas

Em todo caso, o ideal para você investir e aproveitar suas aplicações da melhor maneira possível é sem dívidas, sejam de juros altos, médios ou baixos. Por isso, confira algumas dicas de como fazer isso e coloque em prática em 2020.

  1. Quanto você deve? Para começar é necessário ter noção de todas as dívidas que tomam seu orçamento. Coloque no papel (ou celular) todos os débitos, quantas parcelas e quanto tempo falta para finalizar. Saber a taxa de juros de cada uma é primordial também, principalmente para o próximo passo.
  2. Quais são as prioridades? Conforme apresentamos, as dívidas com juros maiores devem ser prioridades. Essas são capazes de dobrar o valor que você deve em poucos meses. Por isso, tenha uma atenção especial nelas.
  3. É possível negociar? Depois de ter um panorama de como andam suas dívidas, entre em contato com os credores, sejam eles bancos, financeiras ou administradoras de cartão de crédito. Apresente sua situação financeira e faça uma proposta. Muitas vezes é possível diminuir o valor ou aumentar o prazo.
  4. Posso ter juros menores? Em alguns casos é possível trocar uma dívida por outra com juros menores.
  5. Como evitar? Tenha em mente que você pode se livrar das dívidas e evitar que elas façam parte da sua vida novamente. Neste caso, controle seus gastos. Não é necessário, por exemplo, ter mais de um cartão de crédito. Cancele e deixe apenas um para emergências. Outra dica é estipular um valor máximo de gastos por mês. 

Para recapitular, se os juros das dívidas forem altos, pague o mais rápido possível e deixe o investimento em segundo plano. Se forem médios ou baixos, é possível ir pagando enquanto cria uma reserva de emergência.

Tags: dívidas finanças

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