Inflação real x Inflação pessoal: entenda a diferença

A inflação oficial, aquela anunciada pelo governo, é medida de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse indicador, por sua vez, leva em consideração a alta ou queda nos preços divididos em nove grupos de produtos e serviços, como alimentação, bebidas, educação, habitação, saúde, transportes e vestuário. Para formar esse indicador, ao todo, são consideradas as variações de preços de 465 subitens.

A sua inflação pessoal, por outro lado, só pode ser medida se você levar em conta os itens e serviços que compra todos os meses e que não necessariamente vão bater com os pesquisados pelos órgãos oficiais do governo. A inflação pessoal pode ser medida pelo gasto que você tem num mês, ao comprar determinado produto, e o que você tem no mês seguinte, levando exatamente a mesma coisa para casa. Essa diferença mostra a perda do poder de compra do seu dinheiro ou, em outras palavras, a inflação.

A inflação pessoal muda de acordo com o número de pessoas de uma família, com os hábitos que elas têm, com a região em que residem, entre muitos outros fatores. Já a inflação do governo é uma média, que se aplica ao país inteiro. Por isso, o indicador oficial pode ser muito diferente do que você percebe em casa.

Para medir exatamente o peso da inflação no seu orçamento, você teria que anotar todos os preços dos produtos e serviços que consome, mês a mês, para poder compará-los. Na falta de tempo, vale fazer isso com aqueles que consomem a maior parte do seu orçamento. Esse cuidado permitirá que você faça um planejamento financeiro mais real, já que, de um mês para outro, você terá uma ideia de quanto perderá com a inflação.

Com as suas anotações em mãos, também fica mais fácil se programar para adequar as despesas ao seu verdadeiro padrão de vida.

A distorção entre a inflação real e a oficial, anunciada pelo governo, favorece o endividamento e a inadimplência.

Fique atento (a)!